A situação financeira do Atlético Mineiro é desafiadora, com uma alavancagem de 3,8 vezes a relação entre dívida líquida e receita total em 2024. Embora tenha diminuído em relação a 2023, quando a relação era de 4,4 vezes, a situação ainda é crítica. O clube opera no azul, com receita de R$ 607 milhões e despesas de R$ 452 milhões em 2024, mas o alto endividamento, concentrado no curto prazo, é um obstáculo. Para enfrentar isso, a SAF criou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) que captou R$ 90 milhões em sua primeira emissão. O novo aporte de R$ 500 milhões dará fôlego adicional ao caixa e permitirá que o clube ataque a dívida de curto prazo, que é o foco principal.
A transição para uma SAF é uma estratégia para que o clube tenha um modelo de negócios mais sustentável e possa se manter sem depender exclusivamente do aporte financeiro dos donos. O aporte de capital é uma parte importante desse processo, pois permitirá que o clube pague suas dívidas e tenha uma estrutura financeira mais sólida. Além disso, a nomeação de um novo CEO com experiência em consultoria, como Pedro Daniel, que vem da EY, é um passo importante para que o clube tenha uma gestão mais profissional e eficiente. A alavancagem do clube é um indicador importante de sua saúde financeira, e a redução desse índice é um objetivo prioritário. O clube também busca melhorar sua gestão financeira e ter uma visão mais clara de suas receitas e despesas.
Em um contexto de juros altos e inflação, a gestão financeira do clube é ainda mais desafiadora. No entanto, com a injeção de capital e a mudança na gestão, o Atlético Mineiro está em uma posição melhor para enfrentar esses desafios e construir um futuro mais sustentável. A redução da alavancagem e a melhoria da gestão financeira são passos importantes para que o clube possa se manter a longo prazo e ter sucesso no campo esportivo.
