O escândalo de tráfico sexual envolvendo o bilionário Jeffrey Epstein tem conexões internacionais, incluindo o Brasil, com o francês Jean-Luc Brunel sendo a principal ponte entre o caso e o país. Brunel, acusado de estupro, agressão sexual e assédio sexual, esteve no Brasil em abril de 2019 para recrutar novas modelos e levá-las aos Estados Unidos. Ele era considerado o “braço direito” de Epstein e fundador da agência de modelos MC2, que tinha sede em Miami e contava com a ajuda financeira de Epstein. A visita de Brunel ao Brasil foi registrada pela MEGA Model Brasília, que publicou uma foto agradecendo a visita do empresário. Brunel foi encontrado morto em uma cela em Paris, na França, em 2022, após estar detido desde dezembro de 2020, quando foi acusado de estupro contra jovens menores de idade.
A conexão do caso Epstein com o Brasil não se limita à visita de Brunel. Documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos também mencionam essa possível ligação. Um depoimento do FBI cita um caso de exploração sexual que pode ter envolvido o Brasil. Além disso, o ex-agenciador foi acusado de trazer adolescentes de outros países para os Estados Unidos com o objetivo de exploração sexual. Uma reportagem do The Guardian expôs denúncias que acusavam Brunel de trazer jovens para os Estados Unidos com esse propósito. Outras três mulheres disseram ao jornal que foram sexualmente agredidas por Brunel nos anos 1980 e 1990. A investigação do caso Epstein e suas conexões internacionais continuam em andamento, com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos trabalhando para desvendar os detalhes do esquema de tráfico sexual.
A visita de Brunel ao Brasil em 2019 foi breve, segundo a MEGA Model, e durou cerca de 15 minutos. A agência afirmou que desconhecia o histórico de Brunel e garantiu que nenhuma modelo foi recrutada ou abordada durante a visita. No entanto, a conexão entre o caso Epstein e o Brasil é um exemplo de como o tráfico sexual pode atravessar fronteiras e envolver diferentes países. A cooperação internacional é fundamental para combater esse tipo de crime, que envolve a exploração e o abuso de jovens e adultos. A prevenção também é importante, com a conscientização sobre os riscos do tráfico sexual e a importância de denunciar qualquer suspeita de atividade ilegal.
A morte de Brunel em 2022 não encerrou o caso, e as investigações continuam em andamento. A justiça é um processo lento, mas é fundamental para garantir que os responsáveis por crimes como o tráfico sexual sejam punidos. O caso Epstein e suas conexões com o Brasil são um lembrete de que o tráfico sexual é um problema global que requer uma resposta coordenada e eficaz. A proteção das vítimas e a prevenção de novos crimes são prioridades, e a cooperação internacional é essencial para alcançar esses objetivos.
