O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sobre a possibilidade de ele estar envolvido em irregularidades no caso de descontos ilegais de aposentadorias do INSS. Lula reforçou que a orientação do governo é que “investigue o que tiver que investigar” e que seu filho, assim como qualquer outra pessoa, terá que assumir as consequências de seus atos, caso seja comprovada alguma irregularidade. Segundo Lula, ele conversou pessoalmente com Lulinha, olhou nos olhos dele e disse que, se ele tiver alguma coisa a se acusar, vai pagar o preço, mas se não tiver, deve se defender.
O caso em questão envolve descontos ilegais de aposentadorias do INSS, que teriam sido realizados por meio de uma quadrilha montada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o maior crescimento nos desvios teria ocorrido durante o governo de Lula. O presidente afirmou que a investigação foi iniciada após a descoberta de irregularidades pela Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF). Lula também mencionou que lideranças do PT e de outros partidos acharam melhor não encampar o discurso da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. A transparência e o combate à corrupção são bandeiras importantes do governo Lula, que busca garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados.
Lula ressaltou que não haverá tratamento especial para seu filho ou para qualquer outra pessoa envolvida no caso. Ele enfatizou que a investigação deve seguir seu curso natural, sem interferências ou proteção a qualquer indivíduo. O presidente também destacou que o governo está comprometido em combater a corrupção e garantir a justiça para todos os brasileiros. A conversa entre Lula e Lulinha reflete a postura do presidente em relação à accountability e à responsabilidade pessoal.
As declarações de Lula foram feitas em entrevista ao UOL News, na qual ele também discutiu a economia brasileira e sua popularidade. O presidente busca manter uma postura de neutralidade e serenidade diante das investigações em curso, deixando claro que o governo está focado em garantir a governança e a integridade nas ações do poder público.
