O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sua convicção de que a humanidade não vai se manter inerte diante do crescimento da extrema-direita ao lançar seu livro “Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum” em São Paulo. Ele mencionou que o livro é mais otimista do que o seu trabalho anterior, escrito nos anos 1990, no qual previa a crise do neoliberalismo, a falta de resposta eficaz da esquerda e a consequente ascensão da extrema-direita. Haddad acredita que o fato de a extrema-direita já ter ascendido pode motivar a humanidade a se mobilizar contra ela e realizar mudanças significativas. O livro é uma revisão de seus estudos de mestrado e doutorado, realizados nos anos 1980 e 1990, com o objetivo de desenvolver e atualizar ideias sobre a acumulação primitiva de capital na periferia do capitalismo. Durante o evento, Haddad também falou sobre a razão pela qual entrou na política, destacando que seu objetivo é encontrar caminhos para uma sociedade melhor, e não apenas se dar bem com todo mundo.
A declaração de Haddad reflete um contexto institucional em que a discussão sobre a extrema-direita e suas implicações na sociedade tem ganhado destaque. A publicação do livro pode ser vista como uma contribuição para esse debate, trazendo uma análise sobre os fundamentos do capitalismo e como ele pode ser usado para melhorar as condições de vida da população e emancipar os indivíduos. Haddad também destacou a importância de ter compromissos claros ao entrar na política, enfatizando que sua motivação não é apenas se adequar a todos, mas sim encontrar caminhos para uma sociedade mais justa. Além disso, ele mencionou a necessidade de mobilização contra a extrema-direita, ressaltando que a humanidade não deve se manter parada diante desse desafio.
A posição de Haddad como ministro da Fazenda pode ter implicações práticas significativas, especialmente em relação à gestão econômica do país. Sua abordagem sobre o capitalismo e a necessidade de encontrar caminhos para uma sociedade melhor pode influenciar as decisões políticas e econômicas, levando a consequências práticas para a população. A publicação do livro e as declarações de Haddad também podem contribuir para o debate nacional sobre a direção que o país deve tomar, especialmente em relação à extrema-direita e às políticas econômicas.
O lançamento do livro, que contou com a participação de outros intelectuais e especialistas, como o cientista político Celso Rocha de Barros e a historiadora Lilia Schwarcz, demonstra a importância de discutir temas complexos como o capitalismo e a extrema-direita de forma acessível e crítica. A abordagem de Haddad, que busca encontrar caminhos para uma sociedade melhor, pode inspirar reflexão e ação em diferentes segmentos da sociedade, contribuindo para um debate mais amplo e informado sobre o futuro do país.
