O minidólar (WDOH26) fechou com leve baixa de 0,12% na última sessão, aos 5.210 pontos, mantendo o viés negativo no curto prazo. Esse desempenho foi influenciado pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro e por um ambiente externo menos favorável às moedas emergentes. O IPCA subiu 0,33% no mês, em linha com o esperado, mas sem alterar a leitura de que o ciclo de cortes da taxa Selic pode começar em março. No cenário doméstico, o câmbio também reagiu às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que criticou o nível elevado dos juros reais e reacendeu o debate fiscal. Apesar disso, o diferencial de juros entre Brasil e EUA segue como fator de atração de capital e limitou movimentos mais intensos do dólar. A sessão foi de baixa direcionalidade e oscilações curtas, exigindo atenção às manchetes, aos dados macroeconômicos e ao fluxo intradiário.

No mercado, a estrutura altista prevalece, mesmo com o leve recuo recente do minidólar. Para que o ativo retome um movimento de alta, será essencial a entrada consistente de volume comprador, capaz de romper a resistência em 5.218,5/5.232,5 pontos. Acima dessa faixa, o mercado pode avançar para 5.247,5/5.257, com extensão até 5.278,5/5.291,5 pontos. Por outro lado, a perda do suporte em 5.202/5.195 pontos tende a reacender o fluxo vendedor. Caso isso ocorra, o contrato pode buscar 5.171/5.153 pontos, com alvo mais longo na região de 5.136/5.122 pontos. Assim, é importante ficar atento à reação do preço nessas zonas, que devem definir o tom do pregão.

A leitura do gráfico diário também é importante para entender o comportamento do minidólar. No gráfico diário, o minidólar voltou a fechar no negativo, permanecendo abaixo das médias móveis, o que reforça a leitura de continuidade do movimento corretivo. Para retomar a alta, será necessário superar 5.233,5/5.278,5 pontos, abrindo espaço para 5.314/5.370 pontos. Em sentido oposto, a quebra do suporte em 5.195/5.153,5 pontos mantém o viés baixista, com alvo inicial em 5.111/5.031 pontos. É fundamental entender esses níveis de suporte e resistência para tomar decisões informadas no mercado.

No contexto prático, os traders de dólar precisam estar sempre atentos às manchetes e aos dados macroeconômicos, pois esses fatores podem influenciar significativamente o preço do minidólar. Além disso, a gestão de riscos é fundamental para evitar perdas significativas. Com uma abordagem cuidadosa e informada, é possível navegar pelas flutuações do mercado e aproveitar as oportunidades que surgem. Ainda, compreender a dinâmica entre o diferencial de juros e o comportamento do dólar pode oferecer insights valiosos para a tomada de decisões.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]