Os bancões somam quase 7% do peso do Ibovespa – e têm sido uma força motriz respeitável do índice neste ano. Faz todo o sentido. Com exceção do Banco do Brasil, que viu o lucro recuar 45%, as instituições privadas – Bradesco, BTG Pactual, Itaú e Santander – fecharam o ano passado com cofrinhos mais cheios na comparação anual. O mercado leu os números com bons olhos, pois a avaliação é que o setor conseguiu navegar no ambiente de juros altos e manteve a eficiência operacional em dia. Resultado: várias casas revisaram suas recomendações, refletindo confiança na diversificação de receitas, operação e capacidade de geração de dividendos. Mas cada banco tem suas nuances, e vamos explorá-las mais à frente.

O Banco do Brasil, que divulgou balanço na terça-feira (11), teve lucro líquido ajustado de R$ 20,7 bilhões em 2023, bem abaixo dos R$ 37,9 bilhões de 2022. No entanto, o lucro no quarto trimestre somou R$ 5,7 bilhões, 25% acima das projeções do mercado. Mas há desafios também: parte do mercado vê o resultado como mais frágil devido aos ganhos tributários pontuais, enquanto o lucro antes dos impostos (EBT) ficou 17% abaixo do esperado. Em outras palavras, o lucro “de verdade”, vindo da operação, foi mais fraco do que o número final sugere.

Já o BTG Pactual informou lucro de R$ 16,68 bilhões em 2023, alta de 35%. Só no quarto trimestre, foram R$ 4,59 bilhões. Isso mostra que o desempenho do BTG Pactual foi impressionante, mesmo em um ano difícil. Além disso, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) do Banco do Brasil foi de apenas 11,4%, o que significa que a instituição gerou R$ 11,40 de lucro para cada R$ 100 de capital atribuído aos acionistas no trimestre. É um valor considerado baixo para o setor, pois um ROE saudável é algo mais próximo de 15%.

É interessante notar que, apesar de todos os desafios, as ações dos bancões estão vivendo uma forte alta em 2024. Isso se deve, em parte, à recuperação do ano anterior, que foi difícil devido à queda de 7,65%. Além disso, a confiança dos investidores na capacidade dos bancos de navegar no ambiente de juros altos e manter a eficiência operacional é uma razão importante para a alta das ações. No entanto, é importante lembrar que cada banco tem suas nuances e desafios, e é difícil prever exatamente como eles irão se sair no futuro.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]