A C&A, uma das principais redes de varejo no Brasil, enfrentou um ambiente mais desafiador e competitivo no quarto trimestre de 2025. A mudança no perfil da demanda para peças de entrada com preços mais baixos, sob o impacto das condições econômicas, afetou seus resultados e potencialmente os de outras varejistas. A C&A readequou seu sortimento para atender a essa mudança, mas não conseguiu impedir que as vendas de vestuário recuassem 0,3% no conceito “mesmas lojas” (Same Store Sale) na base anual.
A busca do consumidor por peças de preços mais acessíveis se deu em uma faixa em que varejistas nacionais sofrem a concorrência de plataformas de e-commerce, notadamente asiáticas como Shein e Shopee. No entanto, a direção da C&A considera que o ambiente desafiador não muda a execução da estratégia de aceleração dos investimentos. A empresa planeja aumentar a abertura de novas lojas, reformar um número maior das que já estão em operação e melhorar a experiência do cliente por meio de tecnologia. Isso deve gerar mais conversão em vendas.
O CEO da C&A, Paulo Correa, destaca que a empresa construiu uma situação financeira mais sólida, permitindo manter os planos de aumento dos investimentos diante de um quadro mais desafiador. A alavancagem da C&A foi reduzida para 0,5x o Ebitda, e o fluxo de caixa livre ajustado foi de R$ 843,8 milhões, sinalizando que a empresa continua a gerar caixa com sua operação. A C&A parece estar se preparando para superar os desafios atuais e manter sua posição no mercado de varejo de moda no Brasil.
A competição entre as redes de varejo no Brasil está cada vez mais intensa, com a concorrência de plataformas de e-commerce. No entanto, parece que a C&A está focada em melhorar a experiência do cliente e aumentar a eficiência operacional. Além disso, a empresa está investindo em tecnologia para melhorar a experiência do cliente e gerar mais conversão em vendas. O futuro será determinado pela eficácia desses esforços.
