O mercado financeiro brasileiro está prestes a receber uma onda de ofertas de ações de empresas de saneamento, lideradas pela estatal mineira Copasa e pelas empresas privadas BRK Ambiental e Aegea. Essa concentração de ofertas é notável, pois pode ser a maior do setor em décadas. A saída de grandes empresas de energia da bolsa nos últimos anos, como EDP Brasil, Neoenergia e Serena, abriu espaço para uma nova geração de utilities, incluindo companhias de saneamento, que operam sob contratos regulados e protegidos da inflação. Isso as torna pagadoras recorrentes de dividendos e destinos naturais para capital de longo prazo.

A avaliação no mercado é que há capital suficiente para acomodar as três operações, pois o setor de saneamento compartilha características com o de energia, como receitas previsíveis, contratos de longo prazo e reajustes regulados. De acordo com um banqueiro, fundos dedicados a utilities seguem com mandato para alocar e o setor de saneamento surge agora como a principal alternativa. O histórico recente sugere que existe interesse do mercado por ativos de saneamento, como demonstrado na privatização da Sabesp, em 2024, que teve demanda superior em 12 vezes à oferta, com mais de R$ 180 bilhões em ordens de compra. O setor de saneamento deve investir cerca de R$ 800 bilhões nos próximos cinco anos, o que torna necessário o financiamento via mercado de capitais.

Esse movimento reflete uma busca por ativos com receitas previsíveis e contratos de longo prazo, o que é comum em setores regulados como o de saneamento. A volatilidade do mercado pode influenciar o sucesso dessas ofertas, mas a expectativa é de que haja espaço para esses tipos de ativos. A Copasa, BRK Ambiental e Aegea estão preparando suas ofertas, que devem ser avaliadas com base em critérios como valuation e potencial de crescimento.

A demanda por esses ativos pode ser influenciada por vários fatores, incluindo a percepção de risco e o cenário econômico. O mercado de capitais brasileiro está atento a essas ofertas, que podem ser uma oportunidade para investidores que buscam renda variável e diversificação em setores regulados. A privatização de empresas de saneamento e a entrada de novas empresas no mercado podem trazer mudanças significativas para o setor.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]