O dólar americano está em declínio e isso pode ter consequências importantes para os investidores e para a economia global. Nos últimos 12 meses, o índice do dólar que mede seu valor frente a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, o DXY, recuou 8%. Isso pode significar que a moeda americana está perdendo a sua posição de respeito como moeda de reserva global. O que isso significa é que países e investidores estão começando a diversificar suas reservas e investimentos, em vez de se concentrar apenas no dólar. Eles estão buscando alternativas como ações e títulos internacionais, especialmente em mercados emergentes, e até mesmo ouro, como uma forma de proteção contra a instabilidade monetária.
A explicação para esse declínio do dólar está ligada a uma série de fatores. A principal é a fragmentação do sistema multilateral liderado pelos EUA, o aumento das preocupações com o uso do dólar como instrumento de sanções e bloqueios de ativos, dúvidas sobre a independência do Federal Reserve (Fed), inquietação com os gastos excessivos do governo americano e um reequilíbrio há muito esperado, à medida que crescimento e rendimentos no exterior se tornam relativamente mais atraentes. Além disso, a participação do dólar nas reservas globais e nas emissões internacionais de dívida varia entre 60% e 80% – o equivalente a duas ou três vezes a fatia dos EUA na economia mundial. Esse privilégio exorbitante dos EUA pode estar se desfazendo e isso pode ter consequências importantes para a estabilidade financeira global.
O impacto disso pode ser sentido em várias áreas. Uma das principais é a perda de confiança nos investidores, que podem começar a buscar alternativas mais seguras para suas investimentos. Isso pode levar a uma redução da liquidez no mercado e, consequentemente, a uma instabilidade maior. Além disso, a perda de poder do dólar pode significar que os EUA perderão a sua capacidade de impor sanções e bloquear ativos, o que pode ter consequências importantes para a sua política externa. Enfim, é importante que os investidores e os economistas estudem a situação e façam as ajustes necessários para garantir a estabilidade financeira.
A perda de confiança é um processo gradual e pode levar anos para acontecer. No entanto, é fundamental que os investidores e os economistas estejam preparados para as mudanças que estão por vir. A diversificação, por meio de ações e títulos internacionais, especialmente em mercados emergentes, e a parcela de ouro como proteção, podem ser boas alternativas para os próximos anos. Além disso, é importante que os investidores mantenham uma perspectiva a longo prazo e não sejam influenciados por flutuações a curto prazo.
