As Bolsas da América Latina têm vivido um momento de alta, com a volta de investidores globais, especialmente nos mercados brasileiro e mexicano. O Brasil, que representa cerca de 60% do valor de mercado da região, viu suas ações subirem quase 25% neste ano e cerca de 50% nos últimos 12 meses. Esse movimento é mais reflexo de mudanças no humor global do que de fatores domésticos, com investidores buscando proteção contra riscos nos EUA e apostando em um dólar mais fraco. A região oferece exposição a bancos e commodities, setores vistos como alternativa em carteiras globais, além de juros atraentes, especialmente no Brasil, onde a taxa básica está em 15%. Isso pode destravar a economia, que está comprimida pelos juros altos, e beneficiar empresas ligadas ao consumo interno. No entanto, os riscos também estão presentes, com a eleição presidencial no Brasil e a revisão do acordo comercial no México trazendo incertezas.

A inflação, que está abaixo de 5% no Brasil, é um fator importante nesse cenário. Com a taxa básica em 15%, o mercado espera cortes de até três pontos percentuais no próximo ano, o que poderia destravar a economia. Alguns analistas veem espaço para cortes ainda maiores, de até cinco pontos percentuais, devido aos juros reais elevados. Isso beneficiaria empresas ligadas ao consumo interno, como Localiza, Raia Drogasil e Itaú Unibanco, que estão entre as principais apostas dos investidores. O México, por sua vez, enfrenta um teste diferente, com a revisão do acordo comercial com os EUA e o Canadá prevista para este ano, o que é crucial para a economia do país, visto que as exportações para os EUA representam quase 30% do PIB mexicano.

A alta nas Bolsas da América Latina também é influenciada pela busca por divesificação e proteção contra riscos nos EUA. Com o dólar mais fraco, os investidores estão buscando oportunidades em outras regiões, e a América Latina oferece uma boa opção, especialmente com a exposição a commodities e bancos. Além disso, a região tem uma economia mais cíclica, o que significa que está mais ligada ao ciclo econômico global, e pode se beneficiar de uma eventual recuperação da economia global. No entanto, é importante destacar que os riscos permanecem, e a incerteza fiscal no Brasil e a revisão do acordo comercial no México podem afetar a confiança dos investidores.

A interdependência econômica entre os países da região e os EUA pode ser um fator importante para a renovação do acordo comercial no México. Com as exportações para os EUA representando quase 30% do PIB mexicano, é provável que os países envolvidos busquem manter um acordo que beneficie ambas as partes. Além disso, a taxa de juros no Brasil pode ser um fator atraente para os investidores, especialmente se houver cortes nos próximos anos. Com a economia brasileira comprimida pelos juros altos, um corte nas taxas pode ajudar a impulsionar o crescimento econômico e beneficiar as empresas ligadas ao consumo interno. No entanto, é fundamental monitorar os riscos e incertezas presentes na região para tomar decisões informadas sobre investimentos.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]