A Comissão Parlamentar Investigativa do Crime Organizado (CPI-CO) no Senado federal decidiu não incluir a quebra do sigilo bancário e fiscal da mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Viviane Barci de Moraes, em seu escopo de investigação. Este movimento foi motivado pela orientação jurídica da Advocacia do Senado, que considerou que a quebra de sigilo da escritório de advocacia de Viviane não era recomendável. Isso levou o presidente da CPI-CO, o senador Fabiano Contarato, a decidir não colocar a solicitação para votação.
Dentro do contexto institucional, a CPI-CO está investigando a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Alexandre de Moraes, e outros funcionários públicos no caso envolvendo o Banco Master. A CPI-CO aprovou uma lista que inclui a convocação de vários depoentes, incluindo o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes. Estes depoimentos são uma forma de coletar provas e informações sobre a investigação.
A oposição tentou barrar as convocações de Roberto Campos Neto e Paulo Guedes, mas elas foram aprovadas por votações apertadas. A CPI-CO também aprovou a convocação de outros depoentes, incluindo o empresário e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e vários funcionários da instituição financeira. Esta investigação é um exemplo da forma como o sistema político brasileiro funciona, onde a justiça e o poder executivo são objeto de investigação e fiscalização pelo Legislativo. A CPI-CO tem como objetivo descobrir a verdade sobre os fatos e aplicar as penalidades de acordo com a lei.
