Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram na tarde de quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, para discutir a relatoria do caso envolvendo o Banco Master e o ministro Dias Toffoli. Após o encontro, eles divulgaram uma carta na qual explicam que, apesar de reconhecerem a validade dos atos praticados por Toffoli até o momento e expressarem apoio a ele, decidiram que o caso será redistribuído devido a “altos interesses institucionais”. A decisão foi tomada após questionamentos da Polícia Federal e considerando a faculdade do ministro de submeter questões à Presidência do Tribunal para o bom andamento dos processos.

A carta assinada por todos os ministros do STF, incluindo o presidente Luiz Edson Fachin e o vice-presidente Alexandre de Moraes, destaca que não há motivo para a arguição de suspeição de Toffoli, conforme disposto no Código de Processo Penal e no Regimento Interno do STF. Com isso, os atos praticados por ele na relatoria da Reclamação n. 88.121 e processos vinculados permanecem válidos. O ministro atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o que reforça a lisura de sua conduta no processo. Ainda assim, a decisão de redistribuir o caso foi considerada necessária para garantir o bom andamento dos processos e atender a interesses institucionais**.

A reunião e a decisão divulgada na carta refletem o contexto de um processo que envolve discussões sensíveis no âmbito do STF. O caso em questão tem relação com o empresário Daniel Vorcaro e diálogos que teriam ocorrido entre ele e o ministro Dias Toffoli, conforme mencionado em um documento da Polícia Federal. A decisão de redistribuir o caso pode ter implicações significativas no andamento da justiça, especialmente considerando o status do caso e as partes envolvidas.

A saída de Toffoli da relatoria do caso não invalida os atos por ele praticados até o momento, e a Presidência do STF promoverá a redistribuição dos feitos respectivos. Os ministros reafirmaram seu apoio pessoal ao ministro Dias Toffoli, respeitando sua dignidade e reafirmando a inexistência de suspeição ou impedimento. Com a redistribuição do caso, o STF busca assegurar a continuidade do processo de forma justa e imparcial.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]