A decisão de Tarcísio de buscar a reeleição em São Paulo preserva a unidade do campo bolsonarista no plano nacional e reduz a pressão sobre ele para participar da corrida presidencial. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, recentemente declarou que irá até o final com sua candidatura a presidente, o que pode influenciar o cenário nacional. No campo governista, o PT aposta em Haddad como o nome mais competitivo da esquerda em São Paulo, embora ele já tenha expressado preferência por atuar na coordenação da campanha presidencial de Lula. A estratégia do PT em São Paulo visa não apenas a vitória local, mas também fortalecer a presença de Lula no estado.
As pesquisas realizadas recentemente mostram Tarcísio com vantagem expressiva contra todos os possíveis adversários do campo lulista. Em cenários contra Haddad, o governador aparece com cerca de 48% a 49% das intenções de voto, enquanto o ministro oscila entre 22% e 25%, uma diferença de mais de 23 pontos percentuais. Contra o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, a vantagem de Tarcísio se mantém próxima de 20 pontos. O cenário menos desfavorável para a esquerda surge quando o adversário é o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, do PSB, mas ainda assim a distância é significativa.
A dinâmica eleitoral em São Paulo reflete as estratégias dos principais partidos políticos para 2026. O PT busca um nome competitivo para garantir apoio a Lula no estado, enquanto o campo bolsonarista se solidifica com Tarcísio de Freitas como candidato à reeleição. O governador de São Paulo parece enfrentar um desafio significativo para os adversários do campo lulista, de acordo com as pesquisas recentes. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é visto como o nome mais competitivo da esquerda no estado, mas as pesquisas indicam um cenário difícil.
